Nota de esclarecimento da Associação Capixaba de Medicina de Família sobre a “Escola Estadual de Medicina”

Viemos a público prestar esclarecimento sobre as reportagens veiculadas no jornal A Gazeta – coluna Vitor Vogas – nos dias 27 e 28/01 referentes às propostas da atual gestão da Secretaria Estadual de Saúde para a formação de recursos humanos e educação permanente de profissionais para o Sistema Único de Saúde.

Em nenhum momento foi proposta pela Associação Capixaba de Medicina de Família e Comunidade (ACMFC) a criação ou ampliação de escolas médicas no estado do Espírito Santo. Da mesma maneira, não foi apresentada à ACMFC, por parte da atual gestão da Secretaria de Estado da Saúde, qualquer proposta nesse sentido. Acreditamos que a reportagem veiculada no dia 27/01 foi imprecisa na diferenciação das etapas do processo formativo na área médica que contemplam a graduação, residência médica e educação continuada (cursos/aprimoramentos/especializações).

Fomos convidados pelo Secretário Estadual de Saúde, Nésio Fernandes, como associação técnico científica com notório saber nas áreas de Medicina de Família e Comunidade (MFC) e Atenção Primária à Saúde (APS), a dialogar sobre o panorama da APS no Espírito Santo e estratégias para enfrentamento das dificuldades para a consolidação desse nível de cuidado no sistema de saúde capixaba.

Nossas intervenções junto a entidades públicas, privadas e instituições de ensino são no sentido de fomentar a formação padrão ouro de especialistas médicos através da residência em MFC. Porém, concordamos com a Secretaria Estadual de Saúde sobre a necessidade de educação continuada dos profissionais que já atuam na Atenção Primária à Saúde através de cursos/aprimoramentos/especializações e sobre a necessidade de ampliação do quantitativo de especialistas em MFC para atuarem nas equipes de saúde do estado. Com isso, nos colocamos à disposição para cooperar científica e tecnicamente com propostas que busquem a qualificação da assistência à saúde a nível primário para todos os capixabas.

Defendemos em nossas intervenções que é necessário, por parte dos gestores públicos e privados, um forte compromisso para a valorização do MFC por meio de estratégias que visem a fixação dos profissionais especialistas através de processos seletivos específicos para MFC e uma remuneração capaz de atrair o profissional para atuação nas equipes de saúde do estado do Espírito Santo. A MFC é uma especialidade essencial em qualquer sistema de saúde, já que é capaz de responder com qualidade 85% dos problemas de saúde de uma população.

Colocamos a ACMFC à disposição das entidades públicas, privadas e instituições de ensino para dialogar sobre estratégias para fortalecer a Medicina de Família e a Atenção Primária Capixaba.

Atenciosamente,

Associação Capixaba de Medicina de Família e Comunidade

Diretoria 2018-2020

 

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