Plataforma Kurt Kloetzel – Plataforma educacional de Saúde da Família

Mais uma ferramenta aberta para qualificação do profissional da APS.

O acesso a Plataforma pode ser feita mediante cadastro do UNASUS.

Clique AQUI ou copie o link a seguir no seu navegador: https://dms.ufpel.edu.br/p2k

ACMFC no I Seminário Municipal de Educação Permanente na Atenção Básica de Vitória

A ACMFC foi convidada e esteve representada pelo seu Vice Presidente para proferir a palestra de abertura I Seminário Municipal de Educação Permanente na Atenção Básica de Vitória. O convite muito no honrou e nos faz reafirmar o papel a a responsabilidade da ACMFC perante a sociedade como um todo.

Noticias PMV

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Ex-diretor do DSM, a ‘bíblia’ da psiquiatria, admite: “Transformamos problemas cotidianos em transtornos mentais”

Allen Frances (Nova York, 1942) dirigiu durante anos o Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM), documento que define e descreve as diferentes doenças mentais. Esse manual, considerado a bíblia dos psiquiatras, é revisado periodicamente para ser adaptado aos avanços do conhecimento científico. Frances dirigiu a equipe que redigiu o DSM IV, ao qual se seguiu uma quinta revisão que ampliou enormemente o número de transtornos patológicos. Em seu livro Saving Normal (inédito no Brasil), ele faz uma autocrítica e questiona o fato de a principal referência acadêmica da psiquiatria contribuir para a crescente medicalização da vida.

Leia um fragmento da entrevista publicada no site PSIBR (http://psibr.com.br/) :

Pergunta. No livro, o senhor faz um mea culpa, mas é ainda mais duro com o trabalho de seus colegas do DSM V. Por quê?

Resposta. Fomos muito conservadores e só introduzimos [no DSM IV] dois dos 94 novos transtornos mentais sugeridos. Ao acabar, nos felicitamos, convencidos de que tínhamos feito um bom trabalho. Mas o DSM IV acabou sendo um dique frágil demais para frear o impulso agressivo e diabolicamente ardiloso das empresas farmacêuticas no sentido de introduzir novas entidades patológicas. Não soubemos nos antecipar ao poder dos laboratórios de fazer médicos, pais e pacientes acreditarem que o transtorno psiquiátrico é algo muito comum e de fácil solução. O resultado foi uma inflação diagnóstica que causa muito dano, especialmente na psiquiatria infantil. Agora, a ampliação de síndromes e patologias no DSM V vai transformar a atual inflação diagnóstica em hiperinflação.

P. Seremos todos considerados doentes mentais?

R. Algo assim. Há seis anos, encontrei amigos e colegas que tinham participado da última revisão e os vi tão entusiasmados que não pude senão recorrer à ironia: vocês ampliaram tanto a lista de patologias, eu disse a eles, que eu mesmo me reconheço em muitos desses transtornos. Com frequência me esqueço das coisas, de modo que certamente tenho uma demência em estágio preliminar; de vez em quando como muito, então provavelmente tenho a síndrome do comedor compulsivo; e, como quando minha mulher morreu a tristeza durou mais de uma semana e ainda me dói, devo ter caído em uma depressão. É absurdo. Criamos um sistema de diagnóstico que transforma problemas cotidianos e normais da vida em transtornos mentais.

 

Clique AQUI ou copie o link a seguir no seu navegador : http://psibr.com.br/noticias/ex-coordenador-do-dsm-sobre-a-biblia-da-psiquiatria-transformamos-problemas-cotidianos-em-transtornos-mentais

PNS 2013: IBGE faz um amplo retrato da saúde dos adultos brasileiros

Em 2013, pouco mais de um terço (37,3%) da população com 18 anos ou mais de idade consumia frutas e hortaliças na porção recomendada pela OMS. Quase o mesmo percentual (37,2%) consumia carne ou frango com excesso de gordura.

Cerca de 24,0% dessa população adulta ingeriam bebida alcoólica uma vez ou mais por semana. A frequência desse hábito entre os homens (36,3%) era quase três vezes maior do que entre as mulheres (13,0%).

11,2 milhões de adultos foram diagnosticados com depressão por um profissional de saúde mental, mas apenas 46,4% deles receberam assistência médica nos últimos 12 meses. 1,8% da população adulta recebeu diagnóstico de câncer e os tipos mais frequentes foram o câncer de mama, pele, próstata e o de colo do útero.

Entre os adultos, 46,0% não praticavam atividade física em nível suficiente no lazer, no trabalho, nos afazeres domésticos e nos seus deslocamentos diários, e 28,9% assistiam à televisão por três ou mais horas diárias.

Essas foram algumas das informações coletadas pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE que, em convênio com o Ministério da Saúde, visitou cerca de 80 mil domicílios em 1.600 municípios de todo o país, no segundo semestre de 2013.

Fonte IBGE – Para texto completo Clique AQUI ou copie o link a seguir no navegador: http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&idnoticia=2786&busca=1&t=pns-2013-ibge-faz-um-amplo-retrato-saude-adultos-brasileiros

 

 

5 de dezembro de 2014 (Dia da Medicina de Família e Comunidade – Brasil)

Um dia para celebrar nossa história, reconhecer nosso papel e importância para os sistemas de saúde no Brasil, e prospectar nosso futuro.

(Reproduzido da Lista de discussão da SMFC)

Em 2014, chegamos aos 33 anos da especialidade no Brasil, onde formamos uma sociedade com 7.000 membros, 17 associações estaduais de MFC fundadas, 3 sendo regularização, e outras 3 em processo de formação. Neste período de existência, realizamos 12 congressos brasileiros, e 17 edições da prova de título de especialista.

Somos uma entidade reconhecida internacionalmente, associada a Confederação Iberoamericana de Medicina de Família (CIMF) e Organização Mundial dos Médicos de Família (WONCA), já tendo sediado eventos internacionais aqui, como a Cumbre Iberoamericana de Fortaleza (2008), e o Congresso Mundial Rural em Gramado (2014), e iremos sediar o mundial em 2016. Temos também participado como membros efetivos dos Grupos de Trabalho da CIMF e da WONCA, de Investigação, de Educação e de Classificação.

Estamos trabalhando ativamente este ano, em conjunto com os colegas da iberoamerica, para o fortalecimento da APS e MFC na região, desde a CUMBRE de Quito (abril -2014) até a organização do Congresso em Montevidéu (março 2015). A SBMFC tem tido um papel importante no desenvolvimento regional da especialidade. Tendo neste momento como presidente da CIMF, nossa colega brasileira, ex-presidente da SBMFC, Dra. Inez Padula.

A OPAS nos reconhece como entidade fomentadora da medicina de família no Brasil, tendo nos convidado para participar de seus debates virtuais e presenciais, na discussão da APS e da MFC para América, buscando na experiência brasileira de formação de médicos de família como uma das referências para os demais países da região.

Neste ano organizamos em conjunto com as estaduais vários congressos regionais (Sul brasileiro, Mineiro, Fluminense, Nordeste, Paulista) e seminários estaduais (Amazônico, Tocantinense), todos com recordes de participantes e de inscrição de trabalhos científicos, mostrando o crescimento importante da especialidade e de sua produção científica.

Temos desenvolvido projetos importantes em parceria com ABEM e ABRASCO, nos campos da graduação, da pesquisa, e da pós-graduação. Com o marco das novas DCNs (2014) a MFC passa a ter um percentual consistente no internato, maior que todas demais áreas gerais da medicina, fortalecendo do currículo voltado para MFC na graduação. Estamos construindo em parceria com a ABRASCO e FIOCRUZ, induzida pela SEGETES/MS, um mestrado profissional em rede de larga escala para médicos da atenção primária, com currículo voltado paras as competências da MFC, a ser iniciado em 2015.

Nossa revista (RBMFC) tem sido fortalecida, com um corpo editorial extremamente qualificado, mantendo uma alta produção de publicações e regularidade das edições, já indexada a algumas bases, e em processo de avaliação para indexação de outras importantes (SCIELO e LILACS).

Nossos Grupos de Trabalho (GTs) tem desenvolvido diversas produções, e fóruns próprios, como o de prevenção quaternária, o rural, o de ferramentas de gestão clínica e o de prontuário eletrônico, dentre outros.

Temos trabalhado em conjunto com MEC e MS, na construção de um programa de expansão de residência em MFC, a começar este ano pela construção de um currículo baseado em competências, e redefinição da nova resolução para residência de MFC.

Na ideia da expansão e qualificação dos programas de residência, vamos lançar em 2015, em parceria com a SEGETES um curso de capacitação de preceptores à distância, também em larga escala.

Compomos hoje várias comissões dentro do MS, na produção científica, de protocolos (Influenza, Chikunguya, multiprofissional para APS, etc) e programas especiais (saúde do homem, rede cegonha, etc).

Junto às entidades médicas, temos dialogado com o CFM, AMB e FENAM, na busca da defesa da MFC, através dos fóruns destas entidades, seja nas Câmaras Técnicas do CFM e dos CRMs, seja na comissão de defesa profissional da AMB, onde garantimos nosso espaço representativo dos médicos de família brasileiros. Temos mantido dialogo com outras sociedades de especialidades para construção de projetos comuns, como p. ex. a de Diabetes (pé diabético) e Medicina Tropical.

Os médicos de família brasileiros tem tido participação importante nas gestões municipais, para citar como exemplos os 3 municípios hoje referência em APS para o País, Rio de Janeiro, Curitiba e Florianópolis. Coms MFC´s nos seus cargos de gestão, trazendo como diferenciais para qualificação da rede os instrumentos da MFC, fortalecendo os atributos da APS, ofertando uma carteira de serviços abrangentes, construindo planos de carreira de qualidade, investindo na formação com a criação de programas de residência próprios já reconhecidos por sua qualidade.

Em pesquisa, formamos parte da rede de pesquisa de APS nacional, como ideias de fomento em rede para qualificação da pesquisa no âmbito nacional em APS e MFC. E estabelecemos parceria também com outras redes de pesquisa internacionais, da CIMF, da WONCA e independentes.

Hoje o Núcleo de Telessaúde (RS) mais abrangente em assistência e produtos de referência para o Brasil, é coordenado por professores de MFC, inovando com teleconsultorias através de 0800 para todo Brasil.

Nas Universidades Públicas, a MFC é a especialidade que mais se abre concurso para professor hoje em todo Brasil. Mensalmente temos divulgando estes concursos através das nossas newsletters.

Na saúde suplementar, também temos tido reconhecimento, onde algumas operadoras e cooperativas têm criando programas de atenção primária, e contratando de maneira crescente MFC´s em todo Brasil, de forma a estruturar seu modelo de assistência.

São por todos estes fatos relatados que temos muito a comemorar o fortalecimento da MFC no Brasil e na região iberoamericana.

Sabemos que o caminho é árduo, e muito tem se a construir. Por diversas vezes, ao longo de nossa história, fomos ignorados por gestores e legisladores federais, estaduais e municipais. Mas sempre acreditamos na defesa da MFC como forma de estruturar a atenção primária no âmbito do SUS, e por isso não abrimos mão das nossas bandeiras e posições.

E neste sentido que precisamos mais do que nunca nos mobilizar e nos mantermos unidos na defesa dos nossos princípios e práticas. E precisamos aproveitar o nosso dia (5 de dezembro) para promover nossa especialidade, a tornar mais conhecida da população, da academia, dos gestores e da mídia. Que possam compreender e reconhecer nossa importância para qualificação dos sistemas de saúde e do cuidado das pessoas ao longo de suas vidas. Não podemos nos cansar de dizer quem somos nós e o que fazemos. Precisamos valorizar nossa identidade.

Aproveito o momento para parabenizar a todos os médicos de família e comunidade deste País, que com certeza fazem a diferença para seus pacientes e suas comunidades, realizando um cuidado de alta qualidade para nossa população.

Vida longa à MFC!

Grande abraço

Thiago Trindade

Presidente da SBMFC (2014-2016)

Acesse também documentários no youtube sobre a especialidade (produzidos em 2011)

 

Currículo baseado em competências para MFC – Participe da Validação até 31/12/14 !

Reproduzido da lita de discussão da SBMFC, postado pelo MFC Núlvio Lermen Júnior
A SBMFC vem trabalhando há alguns meses na construção de um currículo baseado em competências para MFC, agora o produto deste processo foi colocado em consulta pública que dura até o dia 31/12/2014. A consulta é aberta à participação de todos, mas para aqueles envolvidos com a formação de especialistas em MFC é especialmente importante que conheçam e tenham a oportunidade de opinar.
Vocês podem acessar todo o material pelo site:
Contamos com a sua participação.